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Apresentação e explicitação da vida Portuguesa como sinónimo da nossa nacionalidade passando pelos mais variados temas, sem contudo esquecer, o debate de temas proibidos que pecam e se perdem na ignorância dos povos e a sua abordagem por parte dos sectores políticos vigentes. "Ubi veritas?"



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

BPN - A fraude. Reportagem da Sic e outros assuntos relacionados. Os tabus de Cavaco Silva.


O caso BPN chega às capas dos jornais em 2008 por alegadas suspeitas de irregularidades no banco e, ainda nesse ano, a instituição é nacionalizada por decisão do Governo de José Sócrates, iniciando-se um processo que envolveu o nome do Presidente da República e se tornou um caso político e judicial. Depois do processo de reprivatização do banco se ter arrastado, o BPN acabou por ser vendido já este ano ao luso-angolano BIC por 40 milhões de euros, numa alienação muito questionada.
No final desta cronologia podem encontrar as quatro partes da série  "BPN - A fraude." realizada pelos repórteres da "Sic" e outros endereços relacionados com o contexto.

Cronologia dos principais acontecimentos no BPN desde a sua fundação:

1993 - Da fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito com negócios na banca de investimento nasce o BPN, vocacionado para a banca de investimento.

1997 - O empresário Américo Amorim, principal accionista do banco, deixa o BPN, cedendo o lugar a accionistas como Saúl Maia Campos (um industrial ligado à construção civil) e Rodrigo Carvalho Santos, que passaram a ser os maiores investidores do banco.

1998 - O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PSD, Oliveira e Costa, que ocupou o cargo num dos governos liderados por Cavaco Silva, assume a liderança do BPN, transformando-o num banco comercial.
É criada a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), 'holding' destinada a agregar os investimentos não financeiros do grupo.

2001/2002 - Manuel Dias Loureiro, antigo ministro da Administração Interna, trabalha durante nove meses como membro da comissão executiva da SLN, abandonando o cargo após desentendimentos com Oliveira e Costa.

2002 - O grupo compra o Banco Insular em Cabo Verde, ocultando o facto ao Banco de Portugal (BdP).

2003 - Aníbal Cavaco Siva e sua filha Patrícia Cavaco Silva Sá Montez enviam no mesmo dia, 17 de Novembro, um pedido para a venda das suas acções que foram valorizadas em mais do dobro do valor nominal por acção, ou seja, foram compradas a 1 euro e vendidas a 2,40 euros. Estas acções não tinham cotação em Bolsa. Neste pedido e após deferimento anotado na parte superior direita do mesmo, reconhece-se as expressões "SLN Valor", "2,40 euros por acção" e a assinatura de Oliveira e Costa. Estes pedidos podem ser consultados AQUI. 

2007 - O BdP pede ao grupo SLN/BPN que clarifique a sua estrutura accionista e proceda à separação entre as áreas financeiras (BPN e Real Seguros) e não financeiras (SLN Investimentos, Plêiade e Partinvest). Os esclarecimentos da administração do banco apenas foram prestados em 2008, já após a saída de Oliveira e Costa.

2008
Fevereiro - Oliveira e Costa abandona a presidência do grupo SLN/BPN, invocando problemas de saúde. O presidente do banco Efisa, Abdool Vakil, assume a presidência interina do grupo.

Junho - Miguel Cadilhe, antigo ministro das Finanças e ex-administrador do BCP, é eleito presidente do grupo SLN/BPN.

Outubro - Miguel Cadilhe denuncia vários crimes financeiros que alegadamente teriam ocorrido ao nível da gestão do banco, envolvendo três quadros superiores.

Novembro - Vários órgãos de comunicação social publicam notícias sobre alegadas irregularidades cometidas durante a gestão de Oliveira e Costa, envolvendo utilização do Banco Insular de Cabo Verde e de outros veículos 'offshore'.
- O Governo anuncia que vai propor ao Parlamento a nacionalização do BPN, após a descoberta de um 'buraco' de 700 milhões de euros, que durante anos foi ocultado do supervisor através do Banco Insular de Cabo Verde.
- O presidente do BPN, Miguel Cadilhe, considera a nacionalização "desproporcionada" e motivada por razões "políticas" e anuncia ainda a sua saída do banco assim que a nacionalização se concretize. No mesmo dia, o BPN passa a ser acompanhado no seu funcionamento por dois administradores da CGD.
- A Assembleia da República aprova a nacionalização do BPN.
- O Presidente da República promulga a lei que nacionaliza o banco.
- A Polícia Judiciária, a Inspecção Tributária e a Guarda Fiscal realizaram buscas às residências de José de Oliveira e Costa. O banqueiro é constituído arguido e detido por suspeitas de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
- CDS-PP quer uma comissão de inquérito parlamentar para apurar se houve "falta grave" do Governador do BdP, Vítor Constâncio.
- José Oliveira e Costa fica em prisão preventiva por decisão de juiz de instrução.
- Dias Loureiro não vê "razão" para renunciar ao cargo de Conselheiro de Estado. O ex-ministro garante desconhecer existência do Banco Insular, bem como de irregularidades no BPN.

Dezembro
- Governo escolhe o Deutsche Bank e a Deloitte para avaliar situação patrimonial e financeira do BPN. Auditorias revelaram 950 milhões de euros de perdas e imparidades ocultadas ou omitidas por ex-gestores.
- Inquérito parlamentar sobre atuação do BdP aprovado por unanimidade.
- Miguel Cadilhe deixa cargo de presidente executivo da SLN, sendo substituído por João Carvalho das Neves.

2009
Janeiro - Oliveira e Costa invoca condição de arguido para não responder às questões dos deputados.

Maio - Dias Loureiro comunica a Cavaco Silva a sua renúncia ao cargo de conselheiro de Estado.

Julho - Dias Loureiro é ouvido como arguido no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) relativamente a dois negócios, o da Biometrics e o da Redal de Marrocos.

Julho - O ex-ministro da Saúde Arlindo Carvalho e dois administradores da sociedade Pousa Flores foram constituídos arguidos no caso BPN.
- Oliveira e Costa fica em prisão domiciliária com pulseira electrónica.

Outubro - O BPN instaura um processo cível contra o ex-conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro e contra o ex-presidente do banco, José Oliveira e Costa, por prejuízos contra a instituição. O BPN exige a Oliveira e Costa uma indemnização de 2,5 milhões de euros por um negócio relacionado com a colecção Miró.

Novembro - O Governo aprova a reprivatização da totalidade do capital social do BPN, sendo reprivatizado 95 por cento através de concurso público, destinando-se os restantes cinco por cento aos trabalhadores.

Dezembro - O Presidente da República promulga o diploma da reprivatização do BPN.

2010
Março - O Tribunal Central de Instrução Criminal decide levar a julgamento Oliveira e Costa.

Agosto - O Governo anuncia que o BPN será vendido no mínimo por 180 milhões de euros, devendo o processo deverá estar concluído até ao final do ano.

Novembro - O ex-presidente do BPN José Oliveira e Costa é colocado em liberdade, mas com apresentações semanais obrigatórias.
- A Associação de Defesa dos Clientes do BPN diz que "mais uma vez" não foram apresentadas propostas para a compra do banco, falhando esta operação de privatização. O prazo para a apresentação de propostas tinha sido alargado de 30 de Setembro para 30 de Novembro.

Dezembro - O ex-presidente do BPN Oliveira e Costa começa a ser julgado por crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, infidelidade, fraude fiscal qualificada e aquisição ilícita de acções. Juntamente com José Oliveira e Costa serão também julgadas outras 14 pessoas e a empresa Labicer por crimes diversos. O processo ainda decorre.
- É conhecido que a administração do BPN pediu ao Ministério das Finanças um aumento de capital com o máximo de 500 milhões de euros.
- O candidato presidencial Cavaco Silva diz ser alvo de uma "campanha suja", a propósito da sua ligação a antigos gestores do BPN e da compra e venda de acções da SLN.
- Um despacho do Governo transfere as garantias estatais concedidas ao BPN para as três novas sociedade criadas no âmbito da reestruturação do banco.

2011
Fevereiro - O governador do Banco de Portugal revela, na comissão parlamentar, que "presumíveis fraudes" são responsáveis pela fatia de leão do 'buraco' financeiro de cerca de dois mil milhões de euros do BPN.

Março - O INE eleva o défice de 2010 para 8,6 por cento para o que contribui a incorporação nas contas nacionais das imparidades com o BPN, que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010.

Maio - No âmbito do memorando de entendimento assinado entre o Governo e a 'troika' é acordada a venda do BPN sem um preço mínimo, devendo o Governo encontrar um comprador até ao final de Julho.

Julho - O concurso para a privatização do BPN conta com várias propostas de aquisição, entre as quais, uma do Montepio, outra do BIC Angola e outra do Núcleo de Investidores Estratégicos.
- O Ministério das Finanças anuncia que BIC será o novo dono do BPN por 40 milhões de euros.

Agosto - O presidente do BIC, Mira Amaral, afirma que o banco luso-angolano vai manter pelo menos 750 trabalhadores dos 1.580 que fazem parte dos quadros do BPN.

Outubro - A Comissão Europeia anuncia a abertura de uma "investigação aprofundada" para determinar se a proposta de reestruturação do BPN "está em consonância" com as regras da União Europeia em matéria de auxílios estatais.
- A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) calcula em 1,3 por cento do PIB o impacto no défice do custo directo da nacionalização do BPN em 2010 e 2011, um valor que supera os 1,2 por cento do PIB de impacto dos cortes nos subsídios de férias e Natal. A UTAO calcula ainda que os encargos com juros que terão de ser suportados com as sociedades veículo do BPN vão originar custos na ordem dos 323 milhões de euros por ano, o equivalente a 0,2 por cento do PIB de 2012. Só em 2010, o impacto na dívida pública do BPN foi de 2,2 por cento do PIB em 2010.

Novembro - O advogado Duarte Lima é detido pela Polícia Judiciária ao abrigo de um mandado de detenção relacionado com o BPN por alegados crimes de fraude.

Dezembro - É assinado o contrato de promessa de compra e venda do BIC pelo BPN.

2012
Janeiro - A Autoridade de Concorrência aprova a aquisição do BPN pelo BIC, concluindo que esta concentração não cria ou reforça uma posição dominante que provoque entraves de concorrência nos sectores da banca e seguros.
- É conhecido que o Governo pretende fazer um aumento de capital de 600 milhões de euros no BPN, um valor superior aos 500 milhões de euros previstos.

Fevereiro - O PS anuncia que vai requerer a constituição de uma comissão de inquérito potestativa ao processo do BPN, depois de a direita parlamentar ter 'chumbado' o pedido do BE.

Março - O PSD e o CDS propõem uma comissão de inquérito parlamentar ao BPN.
- Os líderes parlamentares decidem, por consenso, dar procedimento à iniciativa potestativa do PS de constituição imediata de uma comissão de inquérito à gestão e reprivatização do BPN.
- Toma posse a nova comissão de inquérito ao BPN, presidida pelo socialista Vitalino Canas.
- A Comissão Europeia autoriza a reestruturação do BPN, que contempla a sua venda ao BIC Portugal, após algumas exigências de Bruxelas, como a cobrança de 'spread' pela Caixa Geral de Depósitos caso o BPN necessite de um crédito até 300 milhões de euros.
- O comissário europeu da Concorrência, Joaquín Almunia, assegura que o executivo comunitário não teria dado 'luz verde' à venda do BPN ao BIC se os custos para os contribuintes portugueses fossem superiores aos da liquidação do banco.
- Assinatura do contrato de compra e venda do BPN entre o Estado e o Banco BIC.

Abril - Fundo de pensões do BPN de 97 milhões de euros é transferido para o Estado.

Maio - A secretária de Estado do Tesouro e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, é a primeira personalidade a ser ouvida no âmbito da segunda comissão parlamentar de inquérito do BPN, depois de a audição prevista para dia 2 ter sido adiada. Seguem-se nomes como o presidente do conselho de administração ao tempo da nacionalização, Miguel Cadilhe, o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos e o ex-governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio.

Vídeos.




















Vejam a partir do minuto 3:10.

Endereços relacionados.

Como Cavaco Silva ganhou em mais valias 147 mil euros e a filha Patricia Cavaco Silva Sá Montez ganhou igualmente 209 mil euros. Clica na Frase.

Como Cavaco Silva e Patrícia Cavaco Silva Sá Montez perderam dinheiro na venda das acções. Afinal foram preteridos para outros que ganharam mais com o conluio. Clica na frase.

Aldeia do Cavaquistão (Aldeia da Coelha) no Algarve, os seus vizinhos e as ligações a offshores. Texto na integra da revista Visão. Clica na frase.

Neste blogue podem ver alguns tabus de Cavaco Silva, incluindo a escritura do Notário onde foi efectuada. Clica na frase.

Motor de pesquisa do Diário de Notícias sobre as notícias relacionadas com o BPN. Clica na frase.

Motor de pesquisa do Correio da Manhã sobre as notícias relacionadas com o BPN. Clica na frase.

Motor de pesquisa do Sol sobre as notícias relacionadas com o BPN. Clica na frase.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Apelo à Portugalidade e identidade nacional. Portugal e a morte anunciada. Como sair da crise (um contributo para um exercício de direito)?

Com base num dito de Raúl Brandão - " Dias há, em que me sinto responsável por todo o mal que se faz no mundo ", não será exagero dizermos que - " Dias há, em que me sinto responsável por todo o mal que acontece na minha terra ".

O conceito e interiorização da nossa identidade e portugalidade, passa pela maneira em que assumimos e nos comportamos em relação a isto mesmo. A intenção (sobre o que vão ler nesta mensagem) é nesta fase não entender este conceito à escala planetária, mas sim, à escala do nosso Portugal e da maneira como o vemos.
Sendo assim, irei então reflectir sobre o panorama nacional e na atitude colectiva que cada um de nós e as organizações que representam grupos de pessoas e/ou sectores laborais, com base no direito do trabalho,cidadania e identidade.

Portugalidade, ou portuguesidade, devem ser palavras correspondentes a uma atitude humana que nos valorize, dentro de Portugal. Importa que qualquer dessas palavras sejam sinónimos de um conjunto de qualidades positivas que mereçam incondicional confiança, cultura afinada, sentimentos de simpatia, gosto de bem servir, vontade firme, um só rosto nas decisões e clareza no pensamento.
Portugalidade, ou portuguesidade, comportam uma grande multiplicidade de aspectos. Neste intuito, só irei considerar alguns que parecem ser de maior importância face ao contexto social actual.

- O símbolo de Portugal, o trabalho, a solidariedade e o direito.

Contrariar a sua morte como país, respeitando a sua história e as ambições dos seus naturais em valorizar o sentimento da honra e do projecto de um estado social existente.

Valorizar o conceito da verticalidade moral e exigir a quem dá a sua palavra e depois a ela faltar, a penalização moral e/ou judicial de quem exerceu uma posição que lese os interesses de Portugal e dos seus cidadãos.

Abandonar a desconfiança de nós mesmos e o improviso em resolver os problemas de forma pontual (esquecendo que essas atitudes isoladas porá em causa o estado social entretanto construído como um todo).
 
Abandonar "o encosto" e esperar que tudo seja resolvido por outros, sabendo que, se esse trabalho for emitido por políticos poderemos estar a colocar em causa tudo o que se conquistou ao longo de décadas para o estado social equatitário e justo nas oportunidades para todos.

Evitar o derrotismo quando tudo parece inevitável, porque quem profere a inevitabilidade e na sua atitude lesar as pessoas, merece uma atitude colectiva dessas pessoas lesadas pela base da coragem e afrontar tais efémeros sujeitos políticos que só estão de passagem e que unicamente utilizam o dever que deveria ser público somente para seu interesse ou de outros.
Esta filosofia derrotista não é de boa portugalidade. A Pátria tem o direito de todas as nossas atenções. Importa-nos isso sim, saber quem a governa. O nosso civismo tudo fará para que alguém a governe e sirva, em vez de se governar e de se servir. Não nos assiste o direito moral de passarmos à margem deste problema.

Nunca cair no sentimento da desgraça. Nunca foi desgraça nascer num país que precisa do nosso trabalho, da nossa cultura, do nosso entusiasmo, da nossa crítica construtiva e da nossa dedicação. Desgraça, é ouvir da boca dos portugueses palavras de desânimo, onde eles as deveriam substituir por afirmações de trabalho pessoal. Desgraça, é os Portugueses só falarem na revindicação de direitos quando tantos deveres têm de cumprir, e neste caso, somente se ouve palavras quando a atitude deveria de ser colectiva e presencial no momento de exercer o direito de cidadania.

A solidariedade dos Portugueses tem de assentar no todos por um e cada qual por todos. Os Portugueses devem ter como directriz do seu comportamento a abnegação, a iniciativa, o bom senso, a compreensão e a realização de tarefas de interesse colectivo. Enquanto aí não chegarmos, Portugal será apenas um lugar no mapa. O essencial é que seja uma nação, na qual todos, em frente ùnica, sobreponham os interesses da comunidade aos egoísmos individuais.
De nós depende o futuro, se hoje tudo fizermos para que a solidariedade passe de palavra oca a realidade concreta.
Não será com portugueses indecisos, saudosistas, sebastianistas, sentimentais babosos, tagarelas da quinta casa, invertebrados de carácter, gente-não-te-rales, que não faremos a tão apetecida portugalidade.
Todo o Português se convencerá de que a pátria não é nenhuma entidade metafísica, mas antes o que forem os próprios portugueses. O prestígio da Pátria não é obra de estranhos, mas dos próprios que a constituem e cumprindo exemplarmente os seus deveres de cidadãos nacionais.

O sentimento de portugalidade quer-se conciliável com a justiça, a nobreza de alma, a inteligência apurada, a ampla cultura, o trabalho pertinaz. Portugalidade sem esses requisitos é uma atitude que nos deve envergonhar a nós. Não reneguemos Portugal, lá porque existem Portugueses a quem faltem os valores atrás referidos.
Quanto mais crítica for a situação de Portugal, mais importa que sejamos Portugueses, não confiando a outros aquilo que só a nós pertence. A autêntica portugalidade não manda renegar, renunciar, desertar, desistir, mas antes e sempre, afirmar, trabalhar, estar presente, decidir, cumprir, sem passarmos essa missão ao mais pintado.

A defesa da Pátria somente é reservado aos seus cidadãos. Se aceitarmos a Pátria como a queremos, por inerência nos cabe defendê-la do inimigo seja ele externo ou interno. A independência da Pátria é um imperativo categórico e não admite reservas, esteja quem estiver no governo (da nossa cor política ou da oposição). Deveremos estar sempre ao lado de um governo, desde que este tome a peito a defesa da Pátria contra os inimigos, venham estes donde vierem (de fora ou de dentro).

- Conclusão.

Após a caracterização do pensamento e comportamento que os Portugueses deveriam adoptar para salvaguardar a sua identidade e soberania, e para melhor compreensão do que realmente acontece, basta reflectirmos sobre alguns destes exemplos que adiante irei transcrever fomentados pelos políticos do momento ou outros do passado. Se todos assumirmos o sentido da Pátria e a nossa identidade nada disto se teria passado.

Temos um Presidente da República que de uma maneira ou de outra está relacionado com vários escândalos financeiros, imobiliários que resultaram em enriquecimento em que tudo indicia - ilícito.

Temos um Ministro Miguel Relvas que foi beneficiado nas atribuições académicas quando o seu percurso de estudante não corresponde aos títulos que possue.

Temos um Primeiro Ministro Passos Coelho que enquanto administrador de uma empresa privada teve variados processos por má gestão dessa mesma empresa por imcumprimento do que está legislado e actualmente vende bens que são dos Portugueses e do erário público aos privados.

Na generalidade, temos um governo que criou excepções na retribuições a funcionários (sejam eles quais forem e a que Ministérios, Secretarias de Estado ou empresas do sector empresarial do Estado pertencerem) quando outros Portugueses a laborar no sector público ou privado se vêm confrontados com a redução dos seus salários, retirada de direitos, congelamento nas progressões de carreiras e nos aumentos salariais.

Temos um Tribunal Constitucional em que delibera a inconstitucionalidade no corte indiscriminado dos subsídios de Natal e de Férias em 2012, mas que serviu unicamente como "um pequeno reparo ao governo" para o ano seguinte não cometer a mesma infracção, sem contudo exigir a reposição nesse mesmo ano do roubo que foi feito a alguns milhares de Portugueses.

Temos os mais variados exemplos de corrupção e conluio entre empresas e entidades públicas em que lesaram e lesam o Estado Português em muitos e muitos milhões de euros e que posteriormente não são penalizados efectivamente, e inclusivé alguns dos intervenientes, ocupam lugares em empresas públicas ou fogem do país.

Temos um governo que recapitaliza a Banca em detrimento do seu povo. Injecta milhões no sistema bancário enquanto o povo se vê roubado em impostos e a entrar na miséria.

Estes "pequenos exemplos" só acontecem quando existe impunidade, a evocação da imunidade e quando os Portugueses não exigem e não fazem prevalecer o exercício do direito de cidadania.
Aos Portugueses somente os dirijo à leitura do artigo 21º e 22º da Constituição Portuguesa e consciencializá-los que, se exigirmos seja de que forma for o cumprimento dessas e outras directivas, poderemos ter o respeito que nos é devido por essa classe política que insiste neste modelo de gestão que lesa o país e a valorização dos seus próprios interesses enquanto pessoas individuais. Só o conseguem, porque verificam a inércia e desconhecimento dos Portugueses em relação aos seus direitos enquanto cidadãos e de salvaguarda da sua Pátria.

Tudo é possivel, basta querer. Mas de forma colectiva.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Greve Geral da CGTP a 14 de Novembro de 2012.

Nada vou acrescentar face ao que tenho dito em anteriores mensagens. Felizmente os Portugueses estão a acordar de um quase eterno sono de Portugalidade e cidadania.
Exigir, exigir, exigir a demissão do governo, dado que existe alternativas que não nos condena ao empobrecimento e à austeridade que nos querem colocar.
Alternativas? Sim, vejam o manifesto da CGTP e verifiquem onde se pode ir buscar alguns milhares de milhões de euros sem sacrificar o povo no direito público, o esvaziamento da contratação colectiva e dos direitos do trabalho.

Embora não pareça ter relaçáo com este propósito, relembro o que ouvi ontem na televisão sobre a privatização da ANA.
Então querem liberalizar o mercado e privatizar os bens públicos, e temos uma Chanceler Alemã que incentiva este critério evolutivo da globalização. Pois bem, ainda não viram que querem destruir o nosso estado social? Sabem que a FRAPORT (que é uma empresa de gestão de aeroportos) é uma empresa ligada ao estado Alemão?
Sendo assim, está mais do que explicado que vamos voltar ao feudalismo. O que vai acontecer é que uma empresa ESTATAL ALEMÃ quer apoderar-se de um bem público Português.

Estou de luto e as imagens que vou postar são a preto e branco.
Viva Portugal democrático e viva aos Portugueses que lutam para um futuro mais fraterno.










segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Greve Geral dia 14 de Novembro de 2012.

 Atenção que estes valores são referentes à remuneração ilíquida, ou seja, o montante global do que ganhaste no mês e depois sobre o qual incide estes três descontos.

Têm que lutar, porque quase que aposto que as tabelas mensais de incidência deste imposto não terão estes valores, mas sim outros inferiores.

O Governo Ditatorial não pretende um grave conflito social se aplicar estas percentagens mensalmente já em Janeiro. No fundo se aplicar outra tabela mensal inferior, o certo é que no processo de entrega do IRS no final do ano fiscal de 2013 todos os Portugueses vão ter de pagar ao Estado a diferênça que não foi aplicada. Ou seja, é como se paga-se a totalidade das percentagens logo de uma vez. Vejam este possível exemplo.
Imagina que descontas 14% de IRS, quando fores entregar o IRS no final do ano vais ter que pagar mais 14,5%, além dos 4% da sobretaxa e 11% que pagas-te mensalmente. JÁ agora, não te esqueça que as deduções fiscais e os abatimentos à tabela foram igualmente e substancialmente reduzidos (despesas com a casa, medicamentos, com a educação, etc...).

Espero estar errado ou interpetar mal o que li, porque senão mais uma vez os portugueses dão a vantagem da dúvida a um Governo que MENTE e que já demonstrou a insensibilidade em tratar os portugueses como pessoas dignas.

Quer esteja certo ou errado uma coisa é certa, seja mensal ou no final do ano, todos os Portugueses que estejam no 2º escalão em que incide as taxas que estão presentes neste cartaz vão ter mesmo que PAGAR ( o mesmo se aplica aos outros escalões ).

Cuspam para o ar e pensem que isto não vos diz respeito. Em consciência não deixem de fazer e participar na Greve Geral, porque o problema é meu, teu e de todos os que trabalham.

Temos que afrontar quem nos quer roubar. Se te queixas que um dia ou mais de greve vai pesar no teu orçamento familiar com as habituais desculpas da família, crianças e hipoteca da casa, vê o que te espera para o ano de 2013 com estes exemplos se não lutares. Sendo assim, não achas que já é tempo de tomares uma posição que salvaguarda os teus e o que ambicionas?

Isto não pode passar. Temos que derrotar esta política de empobrecimento.

TODOS À GREVE GERAL DE 14 DE NOVEMBRO DE 2012. SEJAM PORTUGUESES DE ALMA, SUOR E LÁGRIMAS.