Informar é cultura

Apresentação e explicitação da vida Portuguesa como sinónimo da nossa nacionalidade passando pelos mais variados temas, sem contudo esquecer, o debate de temas proibidos que pecam e se perdem na ignorância dos povos e a sua abordagem por parte dos sectores políticos vigentes. "Ubi veritas?"



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Crise? Qual crise? Só se for de valores.

Segundo estudos profusamente avaliados na área da Psicologia e concepções associadas à Filosofia, o homem é um sujeito que revela condutas associadas ao movimentos de massas ou de características de avaliação individual face a estímulos que por sua vez requer uma resposta. Com base neste pressuposto, temos um quadro que a ser explorado por quem quer fazer prevalecer a médio/longo prazo uma nova filosofia social, um processo de formatação de comportamentos para os seus intentos.
De facto assiste-se actualmente e com maior premência à individualização dos comportamentos e da necessidade da criação da dependência desses mesmos estados individuais com o recurso à associação ao estreito relacionamento familiar dos visados (o povo/pessoa comum que executa uma tarefa e o relacionamento com esse mesmo estreito laço familiar).
Neste e muito resumido conceito leva-me a considerar que não precisamos ser escravos para fazer prevalecer um objectivo comum que passa pela oportunidade de todos em fazer parte activa de um esquema social virado para as pessoas.
Temos que crer, que os sacrifícios têm de ser colectivos e a rebelião/contestação ter que igualmente ser parte das nossas vivências quando condenamos a alteração social que nos está a ser imposta.
O problema é meu, nosso e de todos, independentemente da área ou sector produtivo deste país.
Cairmos no erro de pactuar ou parecer bem a quem nos impõe regras que ofendem o estado social e assim salvaguardamos o nosso futuro individual e dos nossos directamente relacionados, estamos somente a adiar a nossa morte na estrutura social que vivemos dado que vai ser alterada para uma outra que desconhecemos e qual a importância que poderá ter nas nossas vidas.
Tudo o que se conquistou ao longo de décadas e que teve relevância imediata nas nossas vivências posteriores enquanto cidadãos, resume-se à atividade e confronto colectivo de massas, quando estas se revêm no mesmo objectivo.
O problema não é nosso, porque já foi demonstrado desde à muitos anos para cá que fomentamos a nossa cidadania enquanto trabalhadores e pessoas de regras socialmente aceites. O problema é sim, daqueles que pretendem uma nova ordem que privilegia a classes altas, grandes empresas e as grandes famílias.
Compete-nos a nós a salvaguarda desse direito inalianável. A progressão da vida como homens e família nas oportunidades em que todos temos igual acesso.
A isto chama-se coexistência pacífica e equatitária e não escravos da modernidade.
Somente se tivermos isto em consciência e abdicar do modo de vida que nos torna cada vez mais escravos quer no trabalho, quer no consumo, quer em um estilo de vida artificial que cada vez mais é evidente e com a predisposição à cedência de direitos, é que podemos ambicionar por um futuro melhor para todos. E isto só acontecerá se todos rumarmos em uníssono e colectivamente para uma luta desigual quando uma ditadura democrática está presente.
Sem receios temos que lutar contra o que nos impõem.

Deixo-vos uma citação dos dirigentes da renascença francesa acontecida no pós segunda guerra mundial.

"Olhemos a situação de frente. Com bravura. Como homens a quem a luta não faz medo. A quem a verdade não faz medo". 
À qual e com muito respeito pelos os que sofreram nesse período da história posso acrescentar: "Cientes que dessa mesma luta depende o nosso futuro e daqueles que amamos."


quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Hugh's Fish Fight" - Hugh e a causa das pescas.

O desperdício provocado pelas cotas de uma espécie única quando estas coahabitam com outras, implica a devolução ao mar de cerca da metade da pesca efectuada. Vê o vídeo promocional e assina a petição online que se encontra no link no final desta mensagem.
O documentário "Hugh's fish fight" passou na RTP2 com o nome de "Hugh e a causa das pescas", no dia 07 de Abril de 2012.
Eu já assinei. Ajuda os promotores a acabar com esta carnificina.

Vídeo Promocional.

DEVOLUÇÕES
Cerca de metade do peixe capturado por pescadores no Mar do Norte é desnecessariamente lançada de volta ao mar, morto. E não se trata apenas do Mar do Norte. As devoluções são um problema em toda a Europa.



Existem diversos motivos para as devoluções. Um motivo evitável é o uso da quota de espécie única numa pescaria mista. O regime de quotas destina-se a proteger as populações de peixes, estabelecendo limites de quantos peixes de uma determinada espécie devem ser pescados. No entanto, numa pescaria mista, onde coabitam muitos peixes diferentes, os pescadores não conseguem controlar que espécies capturam. Pescar uma espécie frequentemente significa capturar outra, e se aos pescadores não é permitido desembarcar o que capturam, a única opção é lançá-los ao mar. A grande maioria destes peixes devolvidos morre. Acreditamos que não existe qualquer benefício para a conservação nessa devolução.

Como as devoluções não são monitorizadas, é difícil saber exactamente quanto peixe está a ser deitado fora. A UE estima que, no Mar do Norte, as devoluções estão entre os 40% e os 60% das capturas totais. Muitos destes são bacalhau, arinca, solha e outras espécies alimentares populares de óptima qualidade que estão “acima da quota”. Como aos pescadores não é permitido desembargar qualquer peixe acima da quota, no caso de o capturarem acidentalmente - o que não podem evitar fazer - não existe escolha senão lançá-los ao mar antes de chegarem ao cais.

Muitos outros peixes são deitados fora simplesmente porque se tratam de espécies que estão fora da moda: podemos ajudar a evitar a sua devolução apenas redescobrindo o nosso gosto por eles.

AS SOLUÇÕES
Precisamos de diversificar os nossos hábitos de alimentação de peixe, e precisamos alterar a política para que funcione para o peixe, os pescadores e os consumidores.

A Política Comum das Pescas (PCP), que é o enquadramento político para o regime de quotas, está presentemente a ser reformada para 2012. Os cientistas e grupos ambientalistas sugeriram diversas formas para que a política possa funcionar para a protecção das populações de peixes. Alguns pormenores sobre estas sugestões podem ser encontrados na nossa página de soluções do Reino Unido.

Reformular a Política Comum das Pescas é uma tarefa extremamente complicada, e infelizmente não existe uma solução fácil para terminar com as devoluções. Muitas pessoas concordam que a resposta estará na combinação de diferentes ideias e políticas.

FONTES LINGUÍSTICAS
Português----- http://www.fishfightpt.com/
Alemão------- http://www.fishfight.de/
Dinamarquês - http://www.fishfight.dk/
Espanhol------ http://www.niunpezporlaborda.org/
Francês------- http://www.fishfight.fr/
Grego--------- http://www.fishfight.gr/
Holandês------ http://www.fishfight.nl/
Sueco--------- http://www.fishfight.se/
Belga---------- http://www.fishfight.be/
Italiano-------- http://www.fishfight.it/
Inglês---------- http://www.fishfight.net/
Polaco---------- http://www.rybazaburta.pl/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Companhia Carris de Ferro de Lisboa - Carris de Lisboa. Privilégios e regalias (?). Fundamentos para a destruição de um sector público.

Este vídeo, que na rede interna da CCFL não é possível ver no Youtube, podendo vê-lo aqui  ou no final da mensagem, foi elaborado (e conjuntamente com a resposta em texto que pode ser visualizada AQUI,) para que seja de uma vez por todas entendido o ataque a que este sector público está a ser sujeito para a sua privatização.
É óbvio que, quando uma mentira é difundida e não existe o direito de resposta aos visados, quem sai lesado neste pressuposto e neste sector, além dos profissionais que laboram nestas empresas, são também os utentes que através do ódio propositadamente provocado e direccionado aos trabalhadores dessas empresas, se esquecem de lutar por este direito que é seu. O direito ao transporte público e social.

Meditem.

Se o interesse não fosse privatizar, porque razão os privados estão interessados neste mercado? E já profusamente divulgado na imprensa a demonstrarem tal interesse?

Sabiam que já foi demonstrado por parte do governo a aglutinação do passivo destas empresas por ele mesmo? Os tais cerca de 17 mil milhões de euros?
Ou seja, o governo (contribuintes) assume a dívida e pretende colocar as empresas a custo zero. No caso da Carris que apresentou um EBITDA (vejam aqui para entendimento desta sigla)  em 2011 de cerca de 35 milhões de euros (clica aqui e aqui para verificarem a posição do actual Administrador Silva Rodrigues), significa que se já fosse privatizada e com a estrutura actual, o privado tinha encaixado um lucro bruto de cerca  dos tais 35 milhões de euros.

A estratégia é diminuir a oferta dos serviços e o emagrecimento da estrutura funcional da empresa através do recurso humano substancialmente reduzido. Com isto consegue-se diminuir os custos de exploração mas à custa do aumento do tarifário, que é  precisamente o que está a acontecer nestas empresas públicas actualmente, e aproximando-as ás estruturas de empresas privadas congéneres.

Sendo assim, não sou contra a reorganização das empresas no ponto de vista dos custos de exploração e humanos, desde que não comprometa a individualidade dos seus trabalhadores, assim como as aspirações e necessidades das pessoas como utentes.
Relembre-se então o que atrás disse. Se o epíteto da sustentabilidade do sector passa pela privatização, ou seja, através do Plano Estratégico dos Transportes - PET, então estamos perante uma falácia. Porque o sector a custo zero e pertencente ao erário público (dos portugueses) teria apresentado o EBITDA na exploração de cerca de 35 milhões de euros só no caso da Carris.
A falácia está aqui demonstrada, ou seja, o sector é sustentável no erário público embora queiram demonstrar o contrário.

Sózinhos, os trabalhadores destas empresas não conseguem segurar o sector na óptica pública, é necessário que os portugueses na generalidade e os utentes directamente relacionados nos apoiem.
Esta "guerra" contra a liberalização é dos portugueses. Compete a eles igualmente lutar por este direito ou no caso de não se interessarem, acreditem que mais tarde arrependem-se de o ter perdido, bastando verificar presentemente os preços e a oferta da Vimeca ou da Lisboa Transportes (LT) que são privadas.

Deixo aqui nesta mensagem um video de uma intervenção de Jerónimo de Sousa, entenda-se que não existe qualquer vinculo partidário ao PCP da minha parte, mas que, como trabalhador e português encontrei nele parte das razões que são equatitárias ás minhas no que diz respeito ao interesse dos privados no sector  e á destruição de um bem social que é comum aos portugueses. Para certificar o que disse neste parágrafo, digo-vos que na minha pesquisa sobre as intervenções políticas havidas até agora, somente encontrei a posição do PCP que reflecte a verdade sobre este sector. Se alguém encontrar uma posição igual em contexto de outra força política, é só enviarem uma mensagem que eu terei todo o gosto de acrescentar a este blogue.

O que me move é a verdade e a minha cidadania enquanto português e trabalhador.



Companhia Carris de Ferro de Lisboa - Carris de Lisboa from Aldino Peres on Vimeo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A escravidão moderna.

Servidão Moderna
"De la Servitude Moderne"
(França - Colômbia, 2009, 52min - Direção: Jean-François Brient)

Comentário do site oficial:
A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais.

Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência da sua exploração e da sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época.

Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber.

Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reacção dos explorados. A rebelião.

Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planeou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.

Créditos:
1- SITE OFICIAL:
http://www.delaservitudemoderne.org/
2- Legendas em português:
http://docverdade.blogspot.com/2010/01/da-servidao-moderna-de-la-servitude.html
3 - Descarregar o livro em PDF: