Informar é cultura

Apresentação e explicitação da vida Portuguesa como sinónimo da nossa nacionalidade passando pelos mais variados temas, sem contudo esquecer, o debate de temas proibidos que pecam e se perdem na ignorância dos povos e a sua abordagem por parte dos sectores políticos vigentes. "Ubi veritas?"



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Dividocracia - O exemplo da dívida Grega.

Na Internete, toda a gente fala do documentário realizado em 2011 sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou e que tem por título "Debtocracy". Rodado com dinheiro próprio e com donativos de alguns amigos, o filme tem exibição gratuita em http://www.debtocracy.gr. Em menos de dez dias, foi visto por 600 mil utilizadores. Todos os dias, defensores e adversários do documentário apresentam os respetivos pontos de vista no Facebook, no Twitter e em blogues.

Os principais actores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis. No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de actos de corrupção contra o interesse da sociedade.

"Debtocracy" é uma acção política. Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante. As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto. Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos: "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência. Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".
Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra.

Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo.

O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. O paralelo é estabelecido com uma facilidade notável desde o início do documentário mas não é dado ao personagem relevante (DSK) o direito a usar da palavra.

À pergunta "Porque não fazer intervir as pessoas apontadas a dedo", um dos autores, Kateina Kitidi, responde que se trata de "uma pergunta que deve ser feita a muitos órgãos de comunicação que, nos últimos tempos, difundem permanentemente um único ponto de vista sobre a situação. Nós consideramos que estamos a apresentar uma abordagem diferente, que faz falta há muito tempo". O público garante a independência do filme.

Para o seu colega Aris Hatzistefanou, o que conta é a independência do documentário. "Não tínhamos outra hipótese", explica. "Para evitar as limitações quanto ao conteúdo do filme, que as empresas [de produção], as instituições ou os partidos teriam imposto, apelámos ao público para garantir as despesas de produção. Portanto, o documentário pertence aos nossos 'produtores associados', que fizeram donativos na Internete e é por isso que não há problemas de direitos. De qualquer modo, o nosso objetivo é difundi-lo o mais amplamente possível."

O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.

"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos. Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi. Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia. Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.

Fonte original do vídeo:
http://www.debtocracy.gr

Fonte da matéria utilizada para esta descrição:
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/618481-debtocracy-o-julgamento-da...

segunda-feira, 19 de março de 2012

SOS - Serviço de Alerta - 6º programa (TVi24).

SOS - Serviço de Alerta - 26 de Fevereiro.

Nesta edição, a equipa de reportagem da TVI24 acompanha o trabalho de busca e salvamento dos mergulhadores da Armada e testemunha um treino intenso dos Bombeiros Sapadores de Lisboa que visa melhorar as técnicas de desencarceramento. Neste programa, as forças policiais portuguesas mostram o que se passa no terreno. A PSP procede a uma abordagem de rotina onde é identificado um jovem que confessa já ter roubado ouro, um dos crimes que mais aumentou nos últimos tempos. Já com a GNR faz-se uma passagem por um bairro da Margem Sul considerado problemático. Finalmente, a equipa da TVI24 desvenda o trabalho de busca e salvamento marítimo da Força Aérea. Em muitos casos, este é o último recurso e esperança para pescadores e marinheiros perdidos no mar e o «SOS, Serviço de Alerta» mostra como está montada a estrutura que possibilita depois a saída para os resgates.

SOS - Serviço de Alerta - 5º programa (TVi24).

SOS - Serviço de Alerta - 19 de Fevereiro

No Hospital Garcia de Orta acompanhamos um doente que irá fazer uma angioplastia e com o director de Cardiologia, desta unidade hospitalar polivalente, vamos desde a sala de reanimação até ao espaço restrito onde decorre a intervenção cirúrgica. Uma viagem que permite perceber melhor o que está a acontecer com o doente. Destaque também para o papel das mulheres na PSP, com uma reportagem que mostra o passado e o presente de um universo conhecido como maioritariamente masculino. Um caso de alegada violência doméstica entre um casal, já referenciado pelas autoridades, deixa-nos perceber a dificuldade que existe em abordar e resolver situações desta natureza. Com os agentes das brigadas de investigação criminal do Cacém, conhecemos o caso de uma tentativa de suicídio onde, graças a um alerta dado cedo, a senhora em causa acaba salva e acompanhada posteriormente por elementos dos bombeiros locais.

SOS - Serviço de Alerta - 4º programa (TVi24).

Serviço de Alerta - 5 de Fevereiro

Vamos poder assistir a uma intervenção médica, no bloco operatório do Hospital Amadora-Sintra, em que se presenciam momentos emocionalmente intensos. Ainda em Sintra, numa das estradas mais movimentada do país - o IC 19 - acompanhamos uma acção de desencarceramento dos BOMBEIROS VOLUNTARIOS DA AMADORA. Neste programa, vamos também até ao Algarve: com as BRIGADAS DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL DA PSP de Portimão assistimos ao culminar de uma investigação sobre um pequeno grupo que traficava droga naquela região do país. Suspeitos surpreendidos e uma plantação de canabis detectada. Com categoria de actividade em vias de extinção, vamos conhecer, igualmente, o trabalho dos policias sinaleiros da PSP. Uma verdadeira tradição nacional!